As leis de planeamento familiar para controlo populacional encolheram o número de nascimentos e os últimos censos demonstram-no. Depois de os casais estarem autorizados a terem uma ou duas crianças, o Congresso Nacional do Povo aprova agora a lei que formaliza a política de três filhos. A China espera ver a população aumentar para fazer face aos custos da mão de obra e envelhecimento.
Está também previsto o aumento de infraestruturas de apoio ao acolhimento de crianças.
Na década de 70 do século passado, a China implementou a política de filho único para desacelerar o crescimento populacional. Quem violasse essa política seria multado ou a mãe obrigada a abortar. Em 2016, o Executivo chinês alterou a via, permitindo duas crianças por casal.
Segundo um relatório divulgado pelo canal China Insights, o intervalo dos anos férteis para procriação das mulheres entre as idades de 20 e 34 anos na China “está a diminuir substancialmente a cada ano”. Este fenómeno atingiu cerca de 17 milhões de mulheres entre 2016 e 2020 e é apontado como “principal causa da atual crise de fertilidade da China”, de acordo com o mesmo documento.
As baixas taxas de natalidade também são preocupantes para o futuro económico da China. “A mão-de-obra está a encolher e a população vai envelhecendo, ameaçando a estratégia industrial que a China tem usado há décadas para sair da pobreza e tornar-se uma potência económica”, escreve Sui-Lee Wee , correspondente do New York Times na China.
O Governo chinês está a apostar fortemente nos meios de comunicação social do país para que a mensagem da política dos três filhos seja bem sucedida.
O jornal People’s Daily, a emissora CCTV e a agência de notícias Xinhua publicam desde maio imagens de desenhos animados com crianças felizes, publicitando que a “nova política chegou”.




