Uma fábrica de componentes para turbinas eólicas, em Valongo, no distrito do Porto, vai reforçar o investimento chinês em Portugal, que abrange inúmeros setores, segundo o embaixador chinês em Portugal, Zhao Bentang.
Em entrevista à agência Lusa, o diplomata começou por destacar como a repetição da meta de crescimento económico chinês de 5% para este ano passa por apostar ainda mais em “inovação, tecnologia e energia verde, elevando a qualidade da economia” e pela maior abertura do mercado dando as “boas-vindas a produtos de alta qualidade”.
Na relação comercial entre os dois países, o diplomata apontou o novo investimento da AOSHENG HI-TECH, um dos maiores fabricantes de componentes no setor das energias eólicas, em Valongo, que envolve um investimento de 17,6 milhões de euros e 200 novos postos de trabalho, como já precisou a autarquia local. O arranque das operações está previsto para 2026.
Da parte de Portugal “ainda há um défice” na oferta de produtos, como azeite, vinho, mármore ou cortiça, mas há um “esforço de ambas as partes para reduzir [o défice], através de aumentar a dimensão e não reduzir o volume”. “Aumentar para melhorar”, garantiu.
O diplomata deu ainda conta do crescimento do investimento chinês em Portugal, tendo no ano passado ultrapassado um acumulado superior a 12 mil milhões de euros, nos últimos anos, envolvendo “áreas de energia, saúde, financeira, seguros, infraestruturas, telecomunicações e transportes”.
À Lusa, o embaixador chinês considerou que Portugal oferece condições estáveis para fazer negócios, ao que se soma “uma política amigável com a China”.




