A China prepara-se para comprar mais de 30 milhões de toneladas de matérias-primas alimentares aos Estados Unidos para aumentar as suas reservas e, assim, ficar mais protegida contra eventuais interrupções na cadeia de abastecimento provocadas pela pandemia da Covid-19.
A notícia, avançada pela agência Reuters, pormenoriza que as compras da China serão de 10 milhões de toneladas de soja, 20 milhões de toneladas de milho e 1 milhão de toneladas de algodão.
“A principal mensagem (de Pequim) é garantir a subsistência das pessoas. É um bom momento para criar reservas, especialmente quando os preços dos produtos estão em níveis bastante baixos ”, disse uma das fontes contactadas pela Reuters.
Pequim planeia ainda adicionar 1 milhão de toneladas de açúcar e 2 milhões de toneladas de óleo de soja às suas reservas alimentares, mas sem identificar a origem destas importações.
O momento das compras pode ser favorável a Pequim, já que o preço dos futuros chineses de soja e milho é aproximadamente o dobro do registado nos Estados Unidos – onde os grandes stocks excedem largamente a procura, agora em regime de confinamento por causa da Covid-19, o que pressionou os valores das colheitas.
Uma das fontes contactadas pela Reuters não disse, porém, em que datas ocorrerão aquelas compras massivas de matérias-primas. Tudo dependerá da evolução dos preços nos mercados.
Fonte: Expresso




