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Visita oficial do Chefe do Executivo de Macau a Portugal [editorial]

Visita oficial do Chefe do Executivo de Macau a Portugal [editorial]
Publicado em 3 Abril, 2023
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Visita oficial do Chefe do Executivo de Macau a Portugal

A primeira deslocação oficial do Chefe do Executivo d e Macau, Ho Iat Seng, fora da China, é a Portugal, já em abril. Esta escolha está a ser encarada com especial relevância a nível político, uma vez que o cenário provocado pela crise pandémica foi de congelamento dos contactos políticos além-fronteiras.

De acordo com a revista Comunidades, “a viagem está a ser preparada de forma intensa pelos canais diplomáticos de ambos os lados, como é tradicional nestes casos, até porque em Portugal a política externa tem dupla competência. Confirma-se o envolvimento direto da Presidência da República nesta visita, o que quer dizer que Ho Iat Seng será recebido por Marcelo Rebelo de Sousa”. Também o primeiro-ministro, António Costa, terceira maior figura do Estado, está confirmado como um dos anfitriões da visita.

Dentro da agenda “já tão preenchida” do Chefe do Executivo de Macau, estão a ser feitos todos os esforços para que seja recebido pelos três maiores nomes do protocolo de Estado da República Portuguesa. Esta receção em Lisboa será à altura da de um Chefe de Estado, com formalidades bastante superiores às de um líder de uma Região Autónoma Especial. “Claramente, uma agenda formal ao mais alto nível por parte de Portugal, que concede a Ho Iat Seng um tratamento bem acima do seu estatuto político”.

João Gomes Cravinho, ministro dos Negócios Estrangeiros, também vai receber o Chefe do Executivo de Macau, ainda que, neste caso, a data concreta seja uma incógnita, visto que terá de ser agregada a uma agenda que começa a ficar bastante composta.

Rui Moreira, Presidente da Câmara Municipal do Porto, também demonstrou interesse em receber Ho Iat Seng na cidade invicta. Porém, ainda não foram confirmados quaisquer detalhes desta deslocação. “Mas é um facto que Rui Moreira deu atenção especial à geminação do Porto com Macau, figura que raramente é explorada pelas cidades portuguesas. Relação essa que foi alimentada pelo governo de Chui Sai On, que foi ao Portonaquela que foi a última missão de um líder da Região Administrativa Especial de Macau (RAEM) em Portugal, com particular empenho nos anos seguintes por parte de Alexis Tam – primeiro como chefe de gabinete; depois como secretário para os Assuntos Sociais, Educação e Cultura do anterior Chefe do Executivo”, menciona a Comunidades.

Este mesmo órgão de comunicação social adianta, ainda, que a visita do Chefe do Executivo de Macau a Portugal tem como desígnio “a importância da língua e da cultura portuguesa como fator diferenciador e uma vantagem competitiva de Macau em relação a outras regiões da China”.

Esta visita poderá ser fulcral para reforçar as relações bilaterais Portugal–China. Alexandre Leitão, Cônsul-Geral de Portugal em Macau, enfatizou que a escolha de Portugal como primeiro destino para uma viagem oficial de Ho Iat Seng fora da China “é um gesto muito simbólico, mas muito claro”. Continuou, realçando que “o Chefe do Executivo fez questão de dizer que não é por acaso e que não é só porque é uma tradição. É claramente uma vontade de dar um sinal da excelência das relações entre Portugal e a República Popular da China, daí a importância que Portugal tem para Macau e que Macau tem para Portugal”. Uma importância que Ho Iat Seng quererá ver também, naturalmente, revalorizada e reassumida pelas autoridades portuguesas competentes que o vão receber ao mais alto nível.

Na opinião de Alexandre Leitão, sublinhada por Ho Iat Seng, a visita a Portugal pode ser “um momento importante para clarificar – a quem possa ter dúvidas, e nós não as tínhamos – que o Governo da RAEM tem uma noção clara da importância de Portugal, da língua, da cultura e da comunidade portuguesa aqui e que lhe entende dar o devido valor”. “Foi assim que interpretei as suas palavras”, afirmou o diplomata.

Esta agenda, ainda que não confirmada pelas autoridades da RAEM e de Portugal, está a ser interpretada em Macau como um sinal político “fortíssimo” por parte do Governo de Macau e da China, no sentido de reforçar as relações diplomáticas com Portugal e o próprio conceito de Macau como plataforma lusófona.

Em Lisboa esta visita está a ser vista da mesma forma, “dado o longo interregno nas relações diretas provocado pelo isolamento de Macau” durante o período da política de Covid-zero, que coincidiu com o mandato do atual Chefe do Executivo.

“Esperamos que Macau e a China percebam o sinal que Lisboa está a dar”, que se assume, essencialmente, como “um sinal de boa vontade e uma aposta no futuro; e não propriamente com o que se passou nos últimos tempos”, afirma uma fonte portuguesa à mesma publicação. Outra fonte envolvida no processo diz que “esta é uma resposta clara de Portugal à relação que quer ter com Macau, numa altura em que o ambiente político na Europa e na sua Aliança Atlântica cria bloqueios” no que diz respeito às relações com a China. Espera-se ainda que Portugal e Macau possam, temporariamente, ser um canal de diálogo entre Bruxelas e Pequim, retirando daí oportunidades para as empresas e economias locais com efeitos duradouros.

“Macau é uma porta de entrada privilegiada para os empresários lusófonos”

Estabelecida na Região Administrativa Especial d e Macau desde 1985, a Rato, Ling, Lei & Cortés – Advogados | Lektou abriu o seu primeiro escritório em Portugal em 2017. Pedro Cortés, Managing Partner da Lektou, deu a conhecer à Magazine o balanço da presença da empresa em território nacional, o trabalho desenvolvido pela Lektou na criação d e sinergias entre o mercado português e chinês e analisou ainda a s relações bilaterais entre Portugal e Macau.

A Rato, Ling, Lei & Cortés – Advogados I Lektou é um escritório de advogados de referência na Região Administrativa Especial de Macau e não só. Comecemos a nossa conversa por conhecer um pouco melhor o “universo” Lektou e quais os valores que o vêm guiando ao longo das décadas?

Com quase quatro décadas de existência na Região Administrativa Especial de Macau e, mais recentemente, com a abertura de escritórios em Portugal e na China Continental, tentamos manter a missão preconizada pelos nossos fundandores, o saudoso Dr. Francisco Gonçalves Pereira e Dr. Frederico Rato: prestar serviços jurídicos de excelência aos nossos clientes. Cremos que o sólido perfil académico de toda a nossa equipa conjugado com a longa experiência e a plena integração em Macau e nas jurisdições onde estamos presentes são garantia da qualidade dos serviços que prestamos. Guiamo-nos por valores como o rigor, excelência e conhecimento. Pretendemos oferecer aos nossos colaboradores as melhores condições para que possam adquirir conhecimento e progredir na carreira profissional, realizando-se nessa vertente e também na vida pessoal.

Em 2017, o Escritório Rato, Ling, Lei & Cortés constituiu uma sociedade de advogados em Portugal – a Rato & Cortés, Sociedade de Adovagos, SP, RL. O que motivou esta expansão para Portugal e de que forma esta expansão representa hoje uma importante plataforma entre a República Popular da China (RPC), os Países de Língua Oficial Portuguesa e a União Europeia?

É mister indicar que a Lektou foi o primeiro escritório de Macau a integrar sócios de língua materna chinesa, o que veio a revelar-se uma visão acertada. Fomos, de igual modo, o primeiro escritório de Macau a aventurar-se na Jurisdição Portuguesa de modo próprio. Pretendemos ser diferentes daquilo que já é oferecido no mercado, prestando serviços jurídicos aos clientes da RPC, incluindo as suas Regiões Administrativas Especiais, bem como aos clientes do espaço lusófono na RPC, onde temos escritórios em Zhuhai, mais concretamente na Zona de Cooperação Aprofundada entre a Província de Cantão e Macau na Ilha de Hengqin, e, bem assim, em QianHai, em Shenzhen, ao lado de Hong Kong. Acabamos também por ser um veículo de promoção de Portugal em muitas províncias e cidades do continente chinês e ficamos felizes por contribuir, na medida das nossas possibilidades, para o estreitamento das relações entre as empresas portuguesas e chinesas, em todas as jurisdições em que estamos presentes.

A Lektou está posicionada como um dos escritórios de referência no contexto da Grande Baía e de Macau. Fale-nos um pouco mais sobre o contributo dado pela Lektou na criação e desenvolvimento desta área económica integrada?

Percebemos que a Grande Baía significa uma grande oportunidade. Três dos nossos sócios de Macau estão já qualificados para prestar serviços jurídicos de forma plena nessa área, que compõe as duas Regiões Administrativas Especiais – de Macau e Hong Kong – e nove municípios da Província de Cantão: Guangzhou, Shenzhen, Zhuhai, Foshan, Huizhou, Dongguan, Zhongshan, Jiangmen e Zhaoqing. A Grande Baía é um projecto nacional prioritário de desenvolvimento económico, social e cultural do Governo Central aprovado no 13º Plano Quinquenal. Com uma área total de aproximadamente 56 mil quilómetros quadrados 72 milhões de habitantes, o Governo Central espera que possa alcançar em 2030 um PIB de 4.62 triliões de dólares. A nossa estratégia pretende afirmar o nosso escritório na Grande Baía, nunca esquecendo o papel de Macau como plataforma sino-lusófona. Como é que isso é possível? Com a criação de sinergias entre o mercado chinês e os mercados da lusofonia, numa perspectiva triangular dinâmica, com o objectivo de servir de ponte com base em Macau e origem na RPC e nos mercados lusófonos.

Durante vários anos, as relações económicas com a China foram exíguas e inteiramente canalizadas através de Macau. Considera que Macau continua a ser um fator relevante de aproximação entre os dois países?

Macau é um fator essencial nas relações entre a China e Portugal. Eu acho é que, muitas vezes, há uma desresponsabilização dos governantes portugueses e, por arrasto, dos nossos empresários, relativamente a Macau. Não sei se por ignorância ou má consciência. Felizmente, parece-me que alguns dos membros da equipa governativa que está no Ministério dos Negócios Estrangeiros português tem muito conhecimento do que é Macau e do papel que pode desempenhar. Esperemos que assim se mantenha e que esse conhecimento dê frutos. Acresce que, da parte da China, e não obstante os últimos três anos de algum isolamento (físico), a verdade é que o discurso e as ações valorizaram e valorizam o papel de Macau na sua relação com Portugal. Exemplo disso são as excelentes iniciativas da Embaixada da China em Portugal e a visita do Senhor Chefe do Executivo da RAEM a Portugal, a primeira fora do país desde a pandemia. É um sinal forte de que contam com os Países Lusófonos e, em particular, com Portugal para que a plataforma se concretize definitivamente. Em condições muito difíceis, a verdade é que as iniciativas empresariais sempre se mantiveram acesas e, aí, um particular aplauso para a Delegação Económica e Comercial de Macau em Lisboa e para as Câmaras de Comércio e Indústria Luso- -Chinesa que têm sido incansáveis na promoção de relações comerciais e culturais.

As autoridades governamentais de Macau já demonstraram o interesse em implementar estratégias de desenvolvimento tendo em vista a diversificação adequada da economia. Na sua opinião, em termos de oportunidades de negócio, Macau poderá ser um mercado interessante para que áreas de investimento?

Macau sempre foi e continua a ser uma terra de oportunidades. As indústrias do entretenimento, turismo, bem como a indústria financeira e de tecnologia de ponta penso que terão grandes oportunidades num futuro próximo. Macau pretende tornar-se num centro mundial de turismo. E se há uma coisa que posso garantir-lhe é que na China e em Macau, em particular, quando se quer alguma coisa, mais cedo ou mais tarde, com o empenho da população e de todos os agentes isso acaba por acontecer.

Dados oficiais demonstram que o investimento português em novas empresas em Macau quase triplicou no final de 2021 e que durante esse ano, investidores dos Países de Língua Oficial Portuguesa estabeleceram 22 novas empresas em Macau. Quais os principais atrativos que hoje levam a investir neste território?

Desde logo um regime jurídico semelhante àquele que os empresários encontram em Portugal e noutras jurisdições lusófonas. A tributação baixa é algo que também pode levar os empresários a investir. Acima de tudo isso, Macau é uma porta de entrada privilegiada para os empresários lusófonos entrarem no grande mercado chinês. Mas, mais do que o retorno financeiro: a troca de experiências e a multiculturalidade de certeza que constituirão factores importantes para essas organizações.

O Chefe do Executivo do Governo da Região Administrativa Especial de Macau (RAEM), Ho Iat Seng, visita Portugal na terceira semana de Abril. A deslocação está a ser encarada com grande relevância pelas autoridades portuguesas, em função da história que une Macau a Portugal, o facto de ser a primeira deslocação do responsável político ao estrangeiro, e porventura por se tratar de um canal de comunicação privilegiado com Beijing. É provável que importância semelhante seja atribuída por Beijing, como aliás indicia a “visita de cortesia” que Ho Iat Seng fará de seguida à Comissão Europeia em Bruxelas.

O líder político far-se-á acompanhar de uma delegação empresarial e do setor de comunicação social, na expectativa da promoção da cooperação e intercâmbio nos domínios do ensino do português, ciência e tecnologia, área farmacêutica e economia marítima. Do lado português, é igualmente apreciável a actual importância atribuída à China e Macau, onde a AICEP conta com quatro escritórios e a diplomacia portuguesa está presente com o mesmo número de representações entre a Embaixada em Pequim, Consulados-gerais em Macau, Xangai e Cantão, e ainda o escritório do Consulado Honorário de Portugal em Hong Kong. Temos ainda um relevante escritório do Turismo de Portugal e participação no Banco Asiático de Investimento em Infraestruturas, bem como uma Delegada no Secretariado Permanente do Fórum de Macau. Joga-se também neste enorme país e segunda maior economia do mundo a competitividade de Portugal e vários desafios externos complexos.

Um dos temas na agenda será certamente a Área da Grande Baía (acrónimo em inglês: GBA). Sendo um conceito ainda desconhecido da generalidade do público português, importa esclarecer que se trata de um projeto de Pequim para criar uma metrópole mundial que integra as Regiões Administrativas de Macau e Hong Kong mais nove cidades da província de Cantão, num total de 80 milhões de habitantes e um Produto Interno Bruto (PIB) superior a 1500 biliões de euros, semelhante ao PIB da Austrália, Indonésia e México, países que integram o G20. O plano de criação da GBA começou a ser referido em 2017, tendo sido explanado num documento oficial, pela primeira vez, em 2019, onde são detalhados os conceitos de como transformar as onze cidades numa potência económica global. O projecto visa encorajar os governos de Macau, Hong Kong e Cantão a fortalecer a comunicação e a cooperação entre si e promover a ideia de colaboração transfronteiriça. Macau, Hong Kong, Shenzhen e Guangzhou são as principais cidades e motores centrais da GBA para liderar o desenvolvimento e a reforma regional, bem comoas forças motrizes para a inovação e economia. Os processos de transformação e a escala das economias em causa criarão inevitavelmente muitas oportunidades de negócio. É por isso que a Câmara de Comércio e Indústria Luso-Chinesa (CCILC), juntamente com a Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa e a Câmara de Comércio e Indústria Portugal-Hong Kong se juntaram para organizar uma missão empresarial à GBA, que decorrerá nos próximos dias 4 e 9 de Junho.

Fundada em 1978, a CCILC foi elemento catalisador do restabelecimento das relações diplomáticas entre Portugal e a República Popular da China, em 1979, e a primeira instituição privada que auxiliou ao desenvolvimento do relacionamento económico e comercial entre os dois países, nomeadamente através da sua presença pioneira em Macau com o estabelecimento de uma Delegação em 1992. Atualmente, a CCILC é o reflexo inequívoco do excelente relacionamento bilateral, com os principais grupos industriais e financeiros do universo luso-chinês a figurar nos seus órgãos sociais. É precisamente nesse contexto que o ano de 2023 adquire particular relevância. Além dos 45 anos da CCILC, assinalam-se ainda os 510 anos da chegada de Jorge Álvares à China, os 10 anos do anúncio da iniciativa Rota da Seda e os 20 anos do Fórum Macau. Tudo isto quando a China colocou termo às restrições da pandemia e reactivou a atividade económica. Macau e Portugal podem ter um papel determinante na cooperação e diálogo da China com a Europa. Do ponto de vista económico e empresarial, esse papel passará seguramente pela GBA e por Macau. Bem-vindo a Portugal Senhor Ho Iat Seng!

Bernardo Mendia Secretário-Geral da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Chinesa (CCILC).

Quinta da Marmeleira: O vinho que fala português e chinês

Portugal e Macau são, historicamente, dois países com grande proximidade comercial, fruto da tradicional amizade que s e desenvolveu entre ambos. A Quinta da Marmeleira é um belo exemplo d e uma empresa que estabelece uma ponte comercial muito direta entre Portugal e Macau, sendo uma marca com produção portuguesa e administrada pelo empresário chinês de Macau, Wu Zhiwei.

Apaixonado pela beleza das paisagens de Alenquer e com o sonho de produzir vinhos à altura dos mais refinados paladares, Wu Zhiwei decidiu, em 2013, adquirir a Quinta da Marmeleira, uma empresa produtora de vinhos, e embarcar num projeto ambicioso a longo prazo, que visa criar uma marca de referência internacional nos vinhos e na hotelaria, que Wu Zhiwei pretende deixar aos seus descendentes. Para além disso, é também um projeto com benefícios sistémicos, ou seja, um investimento que para além de se focar na melhora e internacionalização dos vinhos, também se foca em preservar e enriquecer a harmonia paisagística que se pode encontrar em Alenquer.

A escolha de Wu Zhiwei por Portugal, mais especificamente Alenquer, para criar a empresa vinícola dos seus sonhos, deveu-se sobretudo à longa história de relações comerciais entre Portugal e Macau. Além disso, o caráter trabalhador das gentes da região, mas também a simpatia e a hospitalidade dos portugueses desde cedo se tornaram numa das razões para o investimento na marca de origem portuguesa. Neste sentido, os trabalhadores também fazem parte da família da Quinta da Marmeleira.

A QUINTA DA MARMELEIRA PRODUZ VINHOS DE DIFERENTES CARATERÍSTICAS E CASTAS E É JÁ UMA REFERÊNCIA INTERNACIONAL NO SETOR.

Em 2018, o sonho de Wu Zhiwei começou a tornar-se realidade, quando as primeiras garrafas de vinho produzidas pela Quinta da Marmeleira começaram a ser comercializadas. Atualmente, os vinhos Marmeleira marcam presença nas prateleiras das grandessuperfícies através de quatro marcas distintas: Chamelaria (tinto de castas aragonês, cabernet sauvignon e castelão), Chamelaria Reserva (estágio em barricas de madeira), Amplo tinto (aragonês, castelão, syrah e touriga nacional – um vinho macio, com notas de frutos vermelhos) e Pugnaz (a partir da seleção das melhores uvas da propriedade e combina a variedade embaixadora de Portugal – touriga nacional – com syrah e alicante bouschet). Está previsto ainda o lançamento de outra variedade de topo, a Etymon, que só será apresentada em circunstâncias excecionais, tal como a Barca Velha do Douro, o vinho tinto mais exclusivo de Portugal. Relativamente ao engarrafamento do seu próprio vinho, a empresa tomou a decisão de se esperar até ter a certeza que se teria um vinho com potencial de guarda de 20 a 30 anos em garrafa.

DESDE A ENTRADA DE WU ZHIWEI NA QUINTA DA MARMELEIRA QUE A MARCA DE VINHOS TEM VINDO A OBTER MAIOR SUCESSO.

O investimento do empresário de Macau possibilitou dar à Quinta da Marmeleira melhores condições para a produção de vinhos de qualidade, sendo, por exemplo, plantadas novas vinhas, efetuado um estudo sobre a colocação das mesmas em função da elevação, tipos de solo e exposição solar, de maneira a obter um rendimento de excelência, e a aquisição de novos terrenos, que permite que a produção tenha escala e, consequentemente, seja rentável. Somado a isto, foi ainda realizado um extenso trabalho de marketing, uma vez que a China é o principal mercado de exportação e é necessário realizar-se um estudo enológico sobreas caraterísticas mais apreciadas no vinho pelos chineses.

Paralelamente, estão já a ser dados os primeiros passos para a construção de uma nova adega vinícola, um projeto que combina elementos da arquitetura tradicional portuguesa, nomeadamente nas janelas e na cobertura do edifício, com outros mais modernos. A adega terá três andares e uma área total interior superior a 40 mil metros quadrados, sendo um importante pilar na criação de vinhos de maior qualidade.

A EMPRESA DE ALENQUER É UM CASO EXEMPLAR DE UMA MARCA QUE É CAPAZ DE SOLIDIFICAR AS RELAÇÕES DE AMIZADE ENTRE PORTUGAL E MACAU.

A Quinta da Marmeleira é, por isso, uma empresa internacional e multicultural, um projeto que ajuda a criar uma ponte muito direta entre Portugal e Macau. Hoje em dia, esta marca de vinhos é um importante polo dinamizador da economia e emprego da região, empregando vários locais, desde jardineiros, operários agrícolas, tratadores de cavalos e motoristas. O excelente trabalho realizado pelos profissionais da Quinta da Marmeleira, bem como as assinaláveis melhorias possibilitadas pelo investimento de capital e pelo projeto inovador de Wu Zhiwei, fazem com que a entidade vinícola seja já um vinho conceituado no mercado de Macau. Hoje, já é possível encontrar na carta de vinhos dos restaurantes mais exclusivos da região, os vinhos Marmeleira. À margem da Feira Internacional de Exportações de Xangai em 2019, a Marmeleira celebrou uma parceria estratégica com a distribuidora estatal chinesa Nam Kwong, que vai aumentar a entrada dos vinhos portugueses na China continental.

No primeiro semestre deste ano, o Chefe do Executivo de Macau, Ho Iat Seng, fará a sua primeira visita oficial a um país estrangeiro,tendo escolhido Portugal como o primeiro país avisitar, demonstrando a tradicional amizade entre a China e Portugal. A cooperação entre os dois países tem amplas perspetivas em diversas áreas, e a fusão mútua da cultura chinesa e ocidental de centenas de anos entre Macau e Portugal trará melhores resultados para ambas as nações. Ao mesmo tempo, o Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau (IPIM) liderará uma delegação empresarial a Portugal, com o objetivo de promover o intercâmbio e a cooperação comercial entre Macau e Portugal. Assim, o sucesso que os vinhos Marmeleira apresentam, é um bom argumento para corroborar as relações entre países e incentivar a que novos projetos sejam feitos entre as nações.

Fonte: Magazine