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Porto Business School lança Observatório para ligar o Atlântico à China

Porto Business School lança Observatório para ligar o Atlântico à China
Publicado em 5 Novembro, 2026
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Porto, 2 de novembro de 2026 – A Porto Business School lançou o Atlantic–China Futures Observatory, uma nova iniciativa do seu Innovation X Hub que pretende posicionar o Porto como ponto de encontro entre universidades, centros de investigação e empresas de todo o Atlântico — Norte e Sul — e a China. O Observatório é dirigido por Shirley Ze Yu, diretora do Conselho Fundador.

Segundo a escola, a relação com a China faz-se hoje de forma fragmentada: as universidades cooperam de um lado, os centros de investigação de outro, e as empresas avançam sozinhas. O Observatório nasce para juntar estas três dimensões e promover uma cooperação mais profunda entre o mundo académico, a investigação aplicada e as empresas, da mobilidade de professores, alunos e talento a projetos de investigação conjuntos, parcerias, investimento e novos mercados.

“O futuro dos negócios não pode ser construído a partir de uma só geografia. A China está a transformar setores decisivos para a próxima década. A nossa ambição é ajudar todo o Atlântico a trabalhar com ela e formar os líderes que o vão fazer, a partir do Porto”, afirmou José Esteves, Dean da Porto Business School.

O lançamento surge num momento de reativação da cooperação científica entre Portugal e a China. Em outubro, em Pequim, o ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, reativou a Comissão Mista de Ciência e Tecnologia, suspensa desde 2019, e acordou cinco áreas prioritárias: oceano e economia azul, energia, saúde e agricultura. Os dois países vão ainda negociar em 2027 um acordo de reconhecimento mútuo de graus académicos.

O trabalho do Observatório organiza-se em três pilares: China Futures Intelligence, dedicado a investigação aplicada e inteligência estratégica sobre a economia e as tecnologias de fronteira da China; Atlantic–China Business Connections, que liga empresas, universidades e centros de investigação do Atlântico, do mundo lusófono e da China; e Future Business & Innovation, que prepara líderes e talento através de formação de executivos, mobilidade académica, imersões empresariais e projetos de coinovação. As primeiras iniciativas incluem briefings mensais de estratégia, o primeiro Annual Atlantic–China Outlook, previsto para janeiro de 2027, e uma China Innovation Week.

A Porto Business School destaca o mundo lusófono como a grande vantagem do Porto nesta relação. A China é o maior parceiro comercial do Brasil e um parceiro económico central para Angola, Moçambique e os restantes países africanos de língua portuguesa, e criou em Macau, em 2003, um fórum dedicado à cooperação económica com os países lusófonos.

“O debate sobre a China é urgente em todo o Atlântico, mas falta-lhe uma voz lusófona. O Atlantic–China Futures Observatory junta o conhecimento europeu, a experiência das Américas e de África, as capacidades chinesas e o ecossistema lusófono, para que empresas e líderes trabalhem com a China com clareza estratégica e visão de futuro”, afirmou Shirley Ze Yu.

Economista política e uma das vozes internacionais de referência sobre a China, Shirley Ze Yu é docente na Porto Business School e na IE Business School, dirige a China-Africa Initiative na London School of Economics e integra a rede de especialistas do Fórum Económico Mundial sobre a China e a geoeconomia. É doutorada em economia política pela Universidade de Pequim e mestre em Governo pela Universidade de Harvard.

Mais informações em: https://www.pbs.up.pt/atlantic-china-futures/