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Fórum Macau deve “ir mais fundo nos mecanismos de financiamento”, diz João Marques da Cruz

Fórum Macau deve “ir mais fundo nos mecanismos de financiamento”, diz João Marques da Cruz
Publicado em 7 Maio, 2020
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Para João Marques da Cruz, o Secretariado Permanente do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa deve contribuir para a recuperação económica dos países lusófonos e “ir mais fundo nos mecanismos de financiamento”. O presidente da Câmara de Comércio Luso-Chinesa e vice-presidente da Companhia de Electricidade de Macau (CEM), em entrevista à Rádio Macau, indicou que a empresa teve lucros de 800 milhões de patacas em 2019, “ligeiramente abaixo” do registado em 2018. Segundo Marques da Cruz, a CEM “tem toda a disponibilidade e interesse” em participar no projecto da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau.

Sobre o Fórum Macau, João Marques da Cruz defendeu que “o que se espera” é que possa ser “um contribuinte para o relançamento económico que os países todos necessitam, neste caso, o espaço da lusofonia”. Na entrevista à emissora, o presidente da Câmara de Comércio Luso-Chinesa explicou que é necessário “financiamento real de projectos”. “Quando digo financiamento, há uma parte que é muito relevante, que é o capital de risco. Pode ser accionista de projectos transitoriamente, não é ser somente financiamento no sentido de empréstimos”, defendeu. O Fórum Macau deve “ir mais fundo nos mecanismos de financiamento, incluindo capital de risco”. Segundo o empresário, isto “é essencial para que passe de uma meritória forma de cooperação intergovernamental para ser um actor no financiamento de projectos”.

CEM DE OLHOS NA GRANDE BAÍA

O vice-presidente da CEM adiantou que, em 2019, a empresa obteve lucros de 800 milhões de patacas. Os investimentos da empresa são de cerca de mil milhões de patacas por ano, indicou à Rádio Macau, acrescentando que o crescimento da CEM poderá vir a passar pela Grande Baía. Segundo Marques da Cruz, a empresa “tem toda a disponibilidade e interesse” em participar no projecto que junta Macau e Hong Kong a nove cidades da província de Guangdong.

O também administrador executivo da EDP elogiou a presença dos chineses da China Three Gorges no capital da empresa portuguesa. Sobre o investimento chinês em Portugal, João Marques da Cruz diz que os investidores devem apostar na construção de infra-estruturas: “Enquanto Portugal tem uma boa rede de auto-estradas, tem muito má rede ferroviária. E a ferrovia na Europa, até por questões ambientais, é o futuro”. Na entrevista, Marques da Cruz notou que a China tem problemas de reputação internacional e comentou que será mais fácil o país recuperar dos problemas económicos advindos da Covid-19 do que da imagem perante o exterior na sequência do vírus.

Fonte: Ponto Final