Para João Marques da Cruz, o Secretariado Permanente do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa deve contribuir para a recuperação económica dos países lusófonos e “ir mais fundo nos mecanismos de financiamento”. O presidente da Câmara de Comércio Luso-Chinesa e vice-presidente da Companhia de Electricidade de Macau (CEM), em entrevista à Rádio Macau, indicou que a empresa teve lucros de 800 milhões de patacas em 2019, “ligeiramente abaixo” do registado em 2018. Segundo Marques da Cruz, a CEM “tem toda a disponibilidade e interesse” em participar no projecto da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau.
Sobre o Fórum Macau, João Marques da Cruz defendeu que “o que se espera” é que possa ser “um contribuinte para o relançamento económico que os países todos necessitam, neste caso, o espaço da lusofonia”. Na entrevista à emissora, o presidente da Câmara de Comércio Luso-Chinesa explicou que é necessário “financiamento real de projectos”. “Quando digo financiamento, há uma parte que é muito relevante, que é o capital de risco. Pode ser accionista de projectos transitoriamente, não é ser somente financiamento no sentido de empréstimos”, defendeu. O Fórum Macau deve “ir mais fundo nos mecanismos de financiamento, incluindo capital de risco”. Segundo o empresário, isto “é essencial para que passe de uma meritória forma de cooperação intergovernamental para ser um actor no financiamento de projectos”.
CEM DE OLHOS NA GRANDE BAÍA
O vice-presidente da CEM adiantou que, em 2019, a empresa obteve lucros de 800 milhões de patacas. Os investimentos da empresa são de cerca de mil milhões de patacas por ano, indicou à Rádio Macau, acrescentando que o crescimento da CEM poderá vir a passar pela Grande Baía. Segundo Marques da Cruz, a empresa “tem toda a disponibilidade e interesse” em participar no projecto que junta Macau e Hong Kong a nove cidades da província de Guangdong.
O também administrador executivo da EDP elogiou a presença dos chineses da China Three Gorges no capital da empresa portuguesa. Sobre o investimento chinês em Portugal, João Marques da Cruz diz que os investidores devem apostar na construção de infra-estruturas: “Enquanto Portugal tem uma boa rede de auto-estradas, tem muito má rede ferroviária. E a ferrovia na Europa, até por questões ambientais, é o futuro”. Na entrevista, Marques da Cruz notou que a China tem problemas de reputação internacional e comentou que será mais fácil o país recuperar dos problemas económicos advindos da Covid-19 do que da imagem perante o exterior na sequência do vírus.
Fonte: Ponto Final




