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CICLO DE CONFERÊNCIAS EM LISBOA DEBATE PASSADO E PRESENTE DE MACAU

CICLO DE CONFERÊNCIAS EM LISBOA DEBATE PASSADO E PRESENTE DE MACAU
Publicado em 27 Fevereiro, 2024
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Um conjunto de temas diversificados sobre o passado e o presente da história de Macau, entre os quais o sistema judicial do território, vai ser debatido em mais um ciclo de conferências promovido pelo Centro Científico e Cultural de Macau (CCCM), sediado na capital portuguesa, com o arranque dos eventos a ter lugar no dia 8 de Março.

“Rota da Seda Marítima: Rota dos Vinhos” é o tema inaugural, cabendo a Roderich Ptak, da Universidade de Ludwig-Maximilians, na Alemanha, falar sobre o tema, que contará com a moderação de Alfredo Gomes Dias, do Instituto de Geografia e Ordenamento do Território da Universidade de Lisboa (UL). Esta sessão abre o “Painel História”.

Maria Ferreira, da Universidade de Coimbra, abordará a vida e a obra do falecido pintor Fausto Sampaio – falando do “Formulário do Ópio, 1937”. No mesmo painel, Elsa Penalva, do Centro de Humanidades da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (UNL), debruçar-se-á sobre “As Construtoras de Macau (c. 1600-1697)”.

Pelas 11:00 (hora portuguesa), outro “Painel História” será moderado por Isabel Murta Pina, do CCCM, iniciando-se com uma dissertação de Alfredo Gomes Dias sobre “Os Piratas nos Mares de Macau: Práticas e Redes Sociais (1854-1935)”, seguindo-se a “Escravatura em Macau nos Séculos XVIII-XIX: uma Abordagem Quantitativa”, por Paulo Teodoro de Matos, do ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa.

Já “Macau e Goa entre Papéis Jurídicos e Administrativos: o Contributo dos Testamentos e dos Inventários do Juízo dos Defuntos e Ausentes” terá como conferencista Luís Cabral de Oliveira, da UNL/Politécnico de Leiria. A sessão da manhã fecha com “Rodrigo Rodrigues e a Presença Portuguesa no Oriente: o Consulado em Cantão”, sendo oradora Célia Reis, da UNL.

Na parte da tarde deste evento dedicado à cultura, que se inicia às 14:00, o seminário terá Vitalino Canas, do Instituto e Cooperação Jurídica e Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa (UL), como orientador do debate que começará com o tema “Macau como Ideia, Metáfora de uma Utopia”, a cargo do jornalista Hugo Pinto.

 

Economia e Património

Depois, Martim Ventosa, da Universidade MGIMO, da Rússia, dará uma palestra sobre “Multiculturalismo e Diversificação Económica de Macau”, enquanto Maria José Freitas, da Universidade de Coimbra (UC), aborda “Novos Contratos de Jogos e a Recuperação do Património: Corporate Social Responsability”.

O debate prosseguirá no CCCM com “A Nova Estrutura Social Global? Regiões Internacionais, Países-Região e Cidades de Intermediação: Macau como Caso de Aprendizagem”, na palavra de três oradores: Paulo Seixas, da UL, Kalan Lam, da Universidade de Macau (UM), e Nadine Lobner, da UL.

Segue-se o tema “O Modelo de Sustentabilidade Económica de Macau – A Importância da Zona de Comércio Livre de Macau/Hengqin e os Países de Língua Portuguesa”, por Fernanda Ilhéu, do Instituto Superior de Economia e Gestão da UL.

No terceiro período do dia 8, às 16:10, é tempo para os convidados se debruçarem sobre o sistema jurídico de Macau, começando pela “Comparação entre os Sistemas de Governo da RAEM e do Território de Macau”, com Vitalino Canas e a moderação de Luís Cabral de Oliveira, ao que se seguirá a análise do “Sistema Judicial de Macau”, por Ana Rita Gil, da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa.

“Os Direitos Fundamentais em Macau” motivarão mais uma das conferências, que conta com a participação de Marco Caldeira, da mesma faculdade da capital portuguesa, enquanto Fernando Lourenço Bastos, do Instituto de Cooperação Jurídica e Faculdade de Direito da UL, lançará o tema “Macau e o Direito do Mar”.

O dia fecha com “Sistemas Matrimoniais nos Ordenamentos Jurídicos da RAEM e de Portugal”, por Paulo Correia, da Universidade de Coimbra.

 

Língua portuguesa e patuá marcam segundo dia

As conferências-debate do CCCM, instituto público criado em Abril de 1995, que tem por missão produzir, promover e divulgar conhecimento sobre Macau enquanto plataforma entre Portugal e a República Popular da China, assim como entre a Europa e a Ásia, entram no segundo dia de debates a 9 de Março, às 09:30, com o “Painel Língua e Cultura”, sob moderação de Ana cristina Alves, do CCCM.

Ali serão discutidos temas como “O Papel da Tradução nas Interacções Sino-Portuguesas em Macau”, com Lu Chunhui, da Universidade de Macau (UM), bem como “Translating God from Chinese do Anmanese – Language Discussions in Macau”, com Kim Bao Dang, da Universidade Nova de Lisboa.

Na mesma manhã, “Traduzindo uma Terra Híbrida: o Caso de Amores do Céu e da Terra, Contos de Macau” estará a cargo de Chon Neng Cheung, da Universidade Católica Portuguesa. Seguem-se depois os temas “Aquisição do Indicativo e Conjuntivo por Falantes de Cantonês de Macau”, através de Marta Refoyos Figueiredo, da Faculdade de Letras da UL, e “A Questão da Autoria no Dicionário Português-Chinês Atribuído a Ricci e Ruggieri”, dissertada por Gabriel Antunes de Araújo e Chengdu Lin, ambos da UM.

Nos restantes horários do dia 9, às 11:40, Ana Cristina Alves modera “Graciete Batalha: Bom Dia, S’tora”, por Celina Veiga de Oliveira, da Sociedade de Geografia de Lisboa, e “Silhuetas de Macau no Mito de Camões”, de Cristina Zou (Universidade de Coimbra).

Depois, será a vez do presidente do Instituto Internacional de Macau, Jorge Rangel, com a comunicação “No Centenário do Nascimento de António Manuel Couto Viana: O Poeta e Mestre de Teatro em Macau”. De seguida, “Entre a Arbitragem Autoral e a Dinâmica de Forças de A-Chan, na Tancareira” será conduzida por Maria Célia Hernandes, da Universidade de São Paulo, e Miguel de Senna Fernandes, dos Dóci Papiaçám di Macau.

O “Painel Língua e Cultura” termina com “Leôncio Alfredo Ferreira e o Pensamento Moral em Macau no século XX”, orientado por António Aresta.

A partir das 14:30 haverá conversas moderadas por Cátia Miriam Costa, do ISCTE, num painel intitulado “Sociedade e Administração”. O ciclo abre com “A Actuação da Comissão de Censura à Imprensa em Macau (1961-1974)”, de Andreia Silva, da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova, seguindo-se Pedro Steenhagen, da Universidade de Fudan, com “Convergindo com a Pátria: o Papel da Identidade Híbrida nas Interacções Políticas entre Macau e a China Continental”.

Depois, será a vez de Inês Branco, da Universidade de Coimbra, abordar “Conflito Intergrupal e Desintegração: a Comunidade Migrante Portuguesa em Macau após a Pandemia de covid-19”. Por fim, Mariana Pereira, da Universidade de Cambridge, falará acerca do “Carnaval do Som Português: Afecto, Pertença e Património Cultural no Festival da Lusofonia em Macau”.

O evento tem ainda mais duas actividades: “Momento Cultural em Patuá”, que apresentará uma declamação de poesia com Joaquim Pereira e uma “Performance Musical” com Carlos Piteira e Jaime Mota. Além disso, pelas 17:45 será lançado um livro intitulado “Olhar Macau pelos Livros”, de Jorge Tavares da Silva, numa edição do CCCM, UM e Fundação Casa de Macau.

Fonte: Jornal Tribuna de Macau