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China quer formar dois gigantes de terras raras para ganhar poder nos mercados globais

China quer formar dois gigantes de terras raras para ganhar poder nos mercados globais
Publicado em 27 Setembro, 2021
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A China estará interessada em juntar as empresas ligadas à área dos metais de terras raras em duas companhias de grandes dimensões. A informação é avançada pela agência Bloomberg, que cita fontes com conhecimento destes temas.

Ao criar duas gigantes – uma para a zona norte e outra para o sul do país -, Pequim espera poder ganhar uma maior margem de manobra no tema dos preços nos mercados mundiais. A China é o maior produtor mundial de metais raros – um grupo de 17 elementos onde se incluem o lantânio e o escândio, por exemplo.

Segundo a agência, a China terá interesse em dividir a responsabilidade da produção e processamento destes metais raros entre as duas empresas. No entanto, ainda não é conhecida quando é que esta possível fusão entre empresas poderá acontecer.

Pequim tem estado a reestruturar a indústria ligada aos metais raros há já alguns anos; desses trabalhos já resultaram seis empresas de grandes dimensões, todas elas controladas pelo Estado chinês.

Através da consolidação de empresas, a China espera conseguir manter o domínio global nesta área dos metais estratégicos, especialmente num momento em que tanto os EUA como a Europa tentam desenvolver as suas próprias produções e cadeias. A grande ambição destes blocos passa por uma menor dependência da economia chinesa.

A Bloomberg refere que as principais entidades responsáveis por esta área de metais de terras raras não prestaram declarações sobre o tema.

Estes metais têm um papel de relevo em diversas indústrias, desde a produção de bens de consumo até à área militar. A importância destes metais saltou à vista quando, em 2019, a China utilizou esta indústria como uma arma de arremesso na guerra comercial com os Estados Unidos.

A procura por terras raras tem crescido nos últimos anos. Este verão, os preços do neodímio e do praseodímio atingiram os valores mais elevados da última década.

In Jornal de Negócios