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China cresce 8,1% em 2021, mas economia abranda no segundo semestre

China cresce 8,1% em 2021, mas economia abranda no segundo semestre
Publicado em 20 Janeiro, 2022
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A economia chinesa cresceu 8,1% em 2021, mas registou um abrandamento abrupto no segundo semestre do ano, refletindo a campanha lançada por Pequim para reduzir os níveis de alavancagem no setor imobiliário.

Nos últimos três meses de 2021, o ritmo de crescimento homólogo da segunda maior economia do mundo abrandou para 4%, abaixo do crescimento de 4,9% alcançado no trimestre julho-setembro e do ritmo de 18,3%, registado nos primeiros três meses de 2021.

Os analistas alertaram que o abrandamento vai persistir este ano, devido a novos surtos de Covid-19 e aos esforços para reduzir a dívida no setor imobiliário. Isto pode ter repercussões globais, ao deprimir a procura chinesa por aço, bens de consumo e outras importações.

A China foi a primeira grande economia mundial a recuperar da pandemia da Covid-19, mas a atividade desacelerou depois de Pequim ter restringido o acesso ao crédito no setor imobiliário. O imobiliário é o veículo de investimento favorito das famílias chinesas, compondo cerca de 30% do PIB (Produto Interno Bruto) chinês. Isto alimentou o nervosismo dos consumidores sobre os gastos e a ansiedade no mercado financeiro com possíveis incumprimentos entre as construtoras do país.

“A pressão sobre o crescimento vai persistir, em 2022”, previu Tommy Wu, da consultora Oxford Economics, num relatório. A mesma fonte disse que o Governo chinês vai provavelmente lançar “apoio político” para manter o crescimento anual acima dos 5%.

O crescimento do consumo interno, o maior impulsionador da economia, caiu para apenas 0,2%, em dezembro, face a 3,9%, no mês anterior. A subida do investimento em fábricas, imóveis e outros ativos fixos desacelerou para 1,7%, abaixo do nível de 4,9% para o conjunto do ano, uma vez que as empresas cancelaram ou adiaram planos de construção.

O Banco Mundial e os analistas do setor privado reduziram as perspetivas de crescimento para este ano, embora para níveis acima do previsto para a maioria das outras grandes economias.