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CCILC CONSIDERA EXCLUSÃO DA HUAWEI DO 5G EM PORTUGAL DIFÍCIL DE ENTENDER [PRESS RELEASE]

CCILC CONSIDERA EXCLUSÃO DA HUAWEI DO 5G EM PORTUGAL DIFÍCIL DE ENTENDER [PRESS RELEASE]
Publicado em 4 Outubro, 2023
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Posição da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Chinesa

CCILC CONSIDERA EXCLUSÃO DA HUAWEI DO 5G EM PORTUGAL DIFÍCIL DE ENTENDER

Empresários, políticos e parceiros que constituem a Direcção e o Conselho Estratégico da Câmara do Comércio e Indústria Luso-Chinesa consideram preocupante o impacto que a exclusão de fornecedores como a Huawei pode ter no desenvolvimento de Portugal, sobretudo no que respeita à atracção e confiança de investidores estrangeiros.

Lisboa, 03 de outubro de 2023. A Direcção e o Conselho Estratégico da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Chinesa (CCILC) reuniram-se, ontem, para debater a Deliberação da Comissão de Avaliação de Segurança, que pretende excluir do mercado do 5G português as empresas não originárias dos países da União Europeia, NATO ou OCDE.

Para a Câmara esta deliberação ignora o papel dos fabricantes com origem na China como líderes no desenvolvimento e produção de equipamentos e serviços de 5G, essenciais para a digitalização e competitividade tecnológica de Portugal.

Entre as preocupações partilhadas pelos participantes da conversa está a razoabilidade da decisão portuguesa, que aparenta ser mais redutora do que a generalidade dos estados-membros da União Europeia.

Em causa as declarações do Comissário Europeu do Mercado Interno, Thierry Breton, num encontro com a imprensa europeia em Bruxelas no início de Setembro onde referiu “a Huawei tem algumas partes de equipamento que não têm qualquer problema, mas outras podem ter algum problema e cabe aos Estados-membros decidir.” A propósito destas declarações a CCILC questiona: “se há partes de equipamento que não têm qualquer problema, porque é que o País quer optar pela exclusão total?”

A discussão abordou, ainda, as consequências da decisão relativamente à reputação de Portugal, no que se refere à atração de potenciais investidores estrangeiros, aos custos agravados para operadores e consumidores, e ao possível atraso de Portugal no caminho da digitalização.

O Conselho Estratégico da CCILC foi vocal na convicção de que “Portugal não está a defender os seus interesses quando cede a pressões externas” sendo peremptório quanto à causa da posição portuguesa – “quando a discussão não é técnica como devia ser, outras razões se apontam, nomeadamente de ordem política”. No entanto, “é importante olhar para os interesses de Portugal que estão em jogo” considera o Conselho.

“A decisão do Governo português está a ter repercussão a nível mundial”, não existindo vantagem no rumo decidido por Portugal, consideram os membros do Conselho Estratégico.

Acrescentou-se ainda que esta “é uma situação de extremo embaraço e com custos muito elevados para os operadores”, e que terá sido esta uma das razões que levou outros países da União Europeia a tomar medidas mais brandas do que a tomada por Portugal.

A promoção e proteção dos interesses e das melhores condições para a resolução de problemas que auxiliem o desenvolvimento dos negócios bilaterais, entre Portugal e a China, são a missão central da ação da CCILC, pelo que esta discussão visou contribuir para a preservação da relação de amizade de mais de cinco séculos entre os dois países e todas as ligações que daí advêm.

 

Para mais informações, contacte:                           

  • Câmara de Comércio e Indústria Luso-Chinesa
  • geral@ccilc.pt
  • Rua Rosa Araújo, 30, 4º dto, 1250-195 Lisboa, Portugal