Portugal assistiu, nos últimos anos, à entrada de capital chinês em algumas das maiores empresas nacionais. Essa tendência aconteceu enquanto o gigante asiático registou crescimentos fulgurantes – sempre acima de 5% – mas não deverá ser posta em causa pelo abrandamento, acredita o secretário-geral da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Chinesa (CCILC).
Bernardo Mendia admite que os sinais de abrandamento da economia chinesa causam alguma preocupação “porque a China é a segunda maior economia do mundo e aquilo que se passa na China e nos Estados Unidos tem que nos preocupar a todos”, mas realça que “temos de colocar as coisas em perspetiva”. “As notícias não são tão negativas, especialmente se compararmos com a nossa realidade.”
Na semana passada, o JP Morgan reviu em baixa a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) chinês para 4,8%. “Ainda estamos a falar de números muito significativos e muito superiores aos que estamos habituados”, realça Bernardo Mendia, acrescentando que “ainda que se venha a verificar um desaceleramento – o que não é líquido, porque a China é extremamente ágil
a ajustar-se e adaptar-se a novas condições, têm criado novos incentivos não só para a criação de emprego mas também para incentivar o consumo interno –, os números serão muito elevados” (…) “a China continua muito interessada e a incentivar as empresas a investirem fora, a diversificarem mercados e risco.”




