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Investimento, Comércio e Diplomacia Colocam Portugal Entre os Países Mais Expostos à China

Investimento, Comércio e Diplomacia Colocam Portugal Entre os Países Mais Expostos à China
Publicado em 28 Setembro, 2026
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Portugal ocupa atualmente o 14.º lugar a nível europeu e a 41.ª posição à escala global no que toca à exposição à capacidade de influência e poder da China. A conclusão pertence ao China Exposure Index (CEI), um estudo abrangente desenvolvido pelo centro de estudos de Taiwan em parceria com o Mercator Institute for China Studies (MERICS).

O índice, que avalia 184 países no período entre 2013 e 2025, analisa indicadores como o Investimento Direto Estrangeiro (IDE) chinês, o volume de exportações, a presença militar e ações de diplomacia pública para medir a capacidade latente de Pequim em exercer pressão ou coerção.

Enquanto potências europeias como o Reino Unido, a Suécia ou a Noruega têm conseguido reduzir ou reverter a sua exposição ao poder chinês, Portugal mostra uma trajetória ascendente a longo prazo no ranking global. Em 2013, no início da governação do presidente chinês Xi Jinping, o país ocupava a 59.ª posição a nível mundial. Cinco anos mais tarde, em 2018, subiu para o 42.º lugar global, fixando-se em 2025 na 41.ª posição a nível mundial e no 14.º posto no espaço europeu. No contexto continental, Portugal posiciona-se imediatamente atrás da Dinamarca e à frente de nações como a Sérvia, Roménia e Grécia.

Europa no centro do poder de Pequim

As conclusões gerais do relatório desmontam a ideia de que a exposição à China se limita ao mundo em desenvolvimento ou à região do Indo-Pacífico. Quatro dos sete países mais expostos do mundo situam-se no continente europeu, com a Rússia em 1.º lugar na Europa (2.º no mundo), a Alemanha em 2.º (3.º no mundo), a França em 3.º (6.º no mundo) e o Reino Unido em 4.º (7.º no mundo). Espanha fecha o lote dos cinco países europeus mais expostos, alavancada por um forte crescimento do investimento direto e da dependência de importações.

O estudo revela ainda que a grande maioria dos estados com maior índice de exposição são democracias avançadas, precisamente pelas intensas relações comerciais e financeiras que mantêm com a China e pelo investimento sistemático de Pequim na aproximação a estas nações.

Exposição continua acima de 2013

Embora a União Europeia tenha adotado nos últimos anos uma postura mais cautelosa de “redução de risco” (de-risking) — impulsionada pela pandemia, pela invasão russa da Ucrânia e pela classificação da China como “rival sistémico” —, a média da exposição europeia continua hoje significativamente mais alta do que era em 2013.

Os investigadores alertam que uma elevada exposição conjugada com um baixo alinhamento de preferências políticas com Pequim coloca desafios crescentes aos decisores políticos, exigindo escolhas estratégicas complexas entre a contestação direta e a acomodação dos interesses chineses.

Fonte: Executive Digest