A Câmara de Comércio Europeia em Macau, parceira da CCILC, entregou prémios de excelência a empresas que têm contribuído para o desenvolvimento sustentável da RAEM, redes de negócios globais e promoção do intercâmbio cultural sino-ocidental. No jantar de gala, Rui Pedro Cunha, presidente da instituição, disse esperar que o novo regime jurídico para atracção de profissionais qualificados facilite a contratação de talento estrangeiro “de que Macau tanto necessita”
Sala cheia com cerca de duas centenas e meia de convidados, no Grand Lisboa Palace, para a nona edição do jantar de gala da Câmara de Comércio Europeia de Macau (MECC, na sigla inglesa). O jantar temático “Valsa Vienense”, que contou com representantes do Governo do território, cônsules de países europeus em Hong Kong e Macau e membros de empresas locais, celebrou mais um ano da Câmara no apoio à cooperação entre a Europa e Macau, e serviu para a entrega dos prémios MECC Euro Excelência, com o objectivo de homenagear hotéis e empresas que se distinguiram nas vertentes de Luxo, Alimentos e Bebidas e Inovação.
Os galardões foram este ano para o Palazzo Versace no Grand Lisboa Palace (Luxo), Liège-Waffles tradicionais belgas (Alimentos e Bebidas) e Galaxy Entertainment (Inovação). Os prémios, segundo a MECC, são um agradecimento “pelas contribuições significativas prestadas para o desenvolvimento sustentável de Macau, redes de negócios globais e promoção do intercâmbio cultural sino-ocidental”.
Num discurso proferido no evento, Rui Pedro Cunha, presidente do Conselho de Administração da Câmara de Comércio Europeia, disse esperar que o novo regime jurídico de captação de quadros qualificados, que entrará em vigor a 1 de Julho, “facilite a contratação do talento estrangeiro de que Macau tanto precisa”. É agora tempo de olhar para o futuro “e aproveitar as oportunidades que se abrem na diversificação da economia, em Macau e também através de Hengqin”, salientou.
De acordo com as estatísticas, a União Europeia (UE) é agora o maior parceiro comercial de bens de Macau, à frente da China Continental, representando até 32% do comércio total do território. Foi isso que referiu o embaixador Thomas Gnocchi, chefe do Gabinete da UE em Hong Kong e Macau e presidente honorário da MECC, acrescentando que “as empresas europeias estão numa posição muito forte para apoiar e beneficiar da diversificação económica de Macau”.
Já Daisy Ho, directora executiva da SJM, empresa que foi um dos principais patrocinadores da gala, anteviu “que a colaboração da SJM com a Europa alcançará novos patamares” com os dois novos hotéis do Grand Lisboa Palace, concretamente o Karl Lagerfeld e Palazzo Versace. A empresa continuará a apoiar o “papel da RAEM como plataforma integral da China na facilitação do comércio sino-europeu e intercâmbios culturais e parcerias público-privadas em Macau e na Zona de Cooperação Aprofundada em Hengqin, sob o plano de política ‘1+4’”, garantiu.
Por seu turno, Ambrose So, cônsul honorário de Portugal em Hong Kong e presidente honorário do MECC, afirmou que “durante o ano passado, apesar da persistência da pandemia, a Câmara continuou a actuar na comunidade de Macau, promovendo o papel do território enquanto centro empresarial e cultural”.
A MECC foi fundada em 2013 na presença do José Manuel Durão Barroso, então Presidente da Comissão Europeia. Os seus membros são provenientes de oito países, nomeadamente Áustria, França, Alemanha, Irlanda, Itália, Portugal, Roménia e Reino Unido, bem como de outras organizações e indivíduos interessados em desenvolver relações comerciais amigáveis com Macau.
Fonte: Tribuna de Macau




