A sociedade chinesa está num estágio de “envelhecimento severo”, afirmou Wang Haidong, diretor do Departamento de Envelhecimento da Comissão Nacional de Saúde, em conferência de imprensa.
O funcionário apontou ainda para as disparidades geográficas da população envelhecida, que é “mais numerosa nas áreas urbanas”, mas “representa uma proporção maior” nas áreas rurais.
Em 2021, já existiam 10 jurisdições a nível provincial onde a população com mais de 60 anos representava pelo menos 20% dos residentes. Essas áreas estão localizadas principalmente no nordeste e centro do país.
O envelhecimento da população da China apresenta vários “desafios para a prestação de serviços públicos e para a sustentabilidade da seguridade social”, alertou Wang.
O especialista previu que o “grau de dependência dos idosos atingirá o seu nível máximo por volta do ano de 2050”.
As autoridades declararam, em julho passado, que o número de habitantes da China, o país mais populoso do mundo, entrará em “crescimento negativo” antes de 2025.
Durante mais de 30 anos, a China aplicou rígidos controlos de natalidade, ao abrigo da política “um casal, um filho”. Apesar de as autoridades terem abolido a política de filho único, em 2016, permitindo até três crianças por casal, os nascimentos continuaram a diminuir nos últimos cinco anos.
A taxa de natalidade da China caiu, no ano passado, para 7,52 nascimentos por 1.000 pessoas, a menor desde que os registros começaram em 1949, segundo o Gabinete Nacional de Estatísticas chinês.
O maior custo de vida e propensão para famílias menores estão entre os motivos citados para esse declínio no número de nascimentos.
De acordo com o último censo nacional, realizado a cada dez anos e apresentado em maio de 2021, a China tem cerca de 1.412 milhões de habitantes, embora o envelhecimento e as baixas taxas de natalidade preocupem as autoridades.
Fonte: Notícias ao Minuto




