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Senado norte-americano confirma nomeação de embaixador na China e interrompe vazio diplomático

Senado norte-americano confirma nomeação de embaixador na China e interrompe vazio diplomático
Publicado em 17 Dezembro, 2021
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Nicholas Burns é agora o homem responsável pela diplomacia dos EUA em território chinês. Atualmente é professor na Universidade de Harvard, teve uma longa carreira diplomática e foi também ‘número três’ no Departamento de Estado, durante a presidência de George W. Bush.

O Senado dos Estados Unidos aprovou na quinta-feira a nomeação de Nicholas Burns como embaixador na China, o que permite encerrar o vazio diplomático dos norte-americanos em Pequim, que durou mais de um ano.

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, tinha nomeado em agosto o experiente diplomata e ex-funcionário do Departamento de Estado Nicholas Burns como embaixador na China.

Mas apenas esta quinta-feira é que o Senado confirmou a escolha, após o senador republicano Marco Rubio ter desistido da sua objeção, permitindo a nomeação para um cargo fundamental na estratégia diplomática de Washington.

Nicholas Burns, atualmente professor na Universidade de Harvard, teve uma longa carreira diplomática e foi também ‘número três’ no Departamento de Estado, durante a presidência de George W. Bush.

Em outubro, o novo embaixador em Pequim tinha considerado a China um país “agressor” na sua região e prometeu um “confronto acalorado”.

Perante o Senado, Burns usou na altura palavras muito duras para criticar o regime chinês, que acusou de “ser um agressor da Índia, ao longo da sua fronteira com os Himalaias; do Vietname, das Filipinas e de outros países, no mar do Sul da China; e do o Japão, no mar da China Oriental”.

“Pequim lançou uma campanha de intimidação contra a Austrália e contra a Lituânia”, um país que recentemente reconheceu Taiwan, explicou o diplomata, denunciando ainda o “genocídio de Pequim em Xinjiang, a violência no Tibete, a repressão à autonomia e liberdades em Hong Kong e o assédio a Taiwan” que considerou serem “injustos”.

No entanto, referiu ainda que pretende cooperar em assuntos como as alterações climáticas com Pequim.

A nomeação de Nicholas Burns estava bloqueada, desde agosto, por Marco Rubio, que acusou o diplomata de não ser o suficientemente duro com Pequim.

O senador permitiu agora que a votação tivesse sucesso, após o Senado ter aprovado, por unanimidade, na quinta-feira, uma lei que proíbe a importação para os Estados Unidos de uma vasta gama de produtos feitos em Xinjiang, região chinesa onde Washington aponta violações de direitos humanos.

Os democratas, assim como alguns republicanos, salientaram que, após mais de um ano sem embaixador, os Estados Unidos precisavam de um representante experiente em Pequim para fazer cumprir esta nova lei.

O antecessor de Burns em Pequim, Terry Branstad, tinha renunciado em setembro de 2020, durante a campanha presidencial nos Estados Unidos.

Fonte: Expresso