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No hidrogénio, quem tem eletrolisadores é rei. E a China quer mandar

No hidrogénio, quem tem eletrolisadores é rei. E a China quer mandar
Publicado em 14 Dezembro, 2021
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As empresas chinesas estão a apostar forte no desenvolvimento de soluções para esta forma de produção de energia, escreve a Bloomberg. O país está a aproveitar a capacidade industrial já estabelecida das suas empresas da área de energia solar. O objetivo é criar escala e cortar preços

A China está a apostar massivamente na produção de energia a partir do hidrogénio, de acordo com a “Bloomberg”, através do fabrico de eletrolisadores, um dispositivo de produção deste elemento químico através da divisão das moléculas da água. Tal como já fizera com a energia solar, tornando-se na produtora dominante de equipamentos fotovoltaicos, o país está a apostar na criação de escala através de grandes investimentos. As apostas recaem sobre novas instalações e em investigação de novas soluções. Tudo isto para que os preços diminuam e eliminem a barreira do custo na implementação por quem adquirir estas soluções.

A China quer indubitavelmente ser a líder mundial nas soluções de produção de hidrogénio verde (obtido com a eletrólise da água com eletricidade de origem renovável), num contexto de combate às alterações climáticas. Para tal, o país está a aproveitar a capacidade das empresas do setor solar, como a Longi Green Energy Technology, que deverá construir 1,5 gigawatts (GW) de capacidade de eletrólise até ao fim de 2022. Já a State Power Investment, a maior empresa renovável em termos de ativos, quer alcançar os 10GW até 2027 em eletrolisadores.

Pequim representará, em 2022, 60% da produção mundial de eletrolisadores, multiplicando por cinco os valores deste ano. Contudo, a Bloomberg recorda que, apesar das perspetivas do setor chinês de que o hidrogénio possa significar 20% da energia do país em 2060, o hidrogénio ainda é o dobro do preço por quilograma do carvão; e mais de metade da produção atual ainda é produzida através de combustíveis fósseis – isto é, ainda com uma forte pegada ambiental – face à percentagem do chamado “hidrogénio verde”.

Fonte: Expresso