Em mais uma demonstração de que não será complacente com nenhuma tecnológica, por maior que seja, a China quer que a Alipay separe o negócio dos empréstimos numa aplicação à parte, noticia o “Financial Times” esta segunda-feira. E quer obrigar a gigante tecnológica a entregar os dados a uma joint-venture detida pela casa mãe, a Ant Group, e pelo Estado chinês.
Os reguladores já tinham obrigado a empresa liderada por Jack Ma a separar os sistemas internos dos dois serviços de crédito da Alipay, o Huabei, um cartão de crédito, e o Jiebei, de microempréstimos. A CreditTech, a subsidiária que inclui o negócio do crédito, representou, em 2020, 39% das receitas do Ant Group, e 10% de todos os créditos ao consumo chineses.
Agora, este spin-off do negócio dos empréstimos face à aplicação principal, a Alipay, tem como objetivo a entrega dos dados que ajudam a empresa a decidir o risco de crédito a uma empresa nova, uma joint-venture, detida tanto pela Ant Group como por empresas estatais, tendo estas últimas a maioria do capital. A Ant Group terá de centralizar as suas decisões de crédito, até aqui feitas dentro do sistema próprio, nesta entidade.
Esta, por sua vez, poderá ter acesso a uma licença de avaliação de crédito, algo que escapa há muito à Alipay: foram emitidas apenas três licenças do género pelo banco central da China e, segundo o FT, todas a empresas públicas.
In Expresso




