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Chineses obrigam loja da Xiaomi em Portugal a desistir de pagamentos com criptomoedas

Chineses obrigam loja da Xiaomi em Portugal a desistir de pagamentos com criptomoedas
Publicado em 11 Agosto, 2021
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loja oficial da Xiaomi em Portugal anunciou na semana passada que iria passar a aceitar pagamentos com criptomoedas. Poucos dias depois, foi forçada pela marca chinesa a recuar na decisão, numa altura em que aperta o cerco de Pequim a várias empresas de tecnologia, mas também às moedas virtuais, como a bitcoin.

Num comunicado insólito, a Mi Store Portugal, parceiro que opera as lojas de telemóveis e de outros equipamentos eletrónicos da Xiaomi, pede “desculpa” aos clientes pelo recuo e admite que a ordem veio de cima. Mais propriamente da marca internacional, a Xiaomi Global, uma empresa do grupo Xiaomi, que tem sede em Pequim, na China.

“Em nome da Mi Store Portugal, informamos que iremos recuar com a oferta da opção de pagamento em criptomoedas. Pedimos desculpa por qualquer transtorno causado”, começa por informar o “comunicado oficial” da loja da Xiaomi Portugal, marca que é liderada no país por Tiago Flores desde o final de abril, ex-diretor de vendas da área de consumo de outra empresa chinesa em Portugal, a Huawei.

O comunicado da loja da Xiaomi em Portugal vai ainda mais longe: “Esta oferta foi feita de forma repentina sem a prévia aprovação da Xiaomi Global e não passou pelos canais e processos regulatórios apropriados”, indica a mesma nota, divulgada na sexta-feira de manhã. O ECO contactou a Xiaomi Portugal, mas a empresa não quis fazer comentários.

No comunicado, a Mi Store Portugal não detalha que “processos regulatórios” teriam sido “apropriados” para uma decisão desta natureza.

Ainda assim, o recuo da empresa em Portugal não pode deixar de ser visto à luz da crescente pressão do regime chinês contra as criptomoedas e as empresas de tecnologia. Este caso representa, precisamente, uma interaceção entre ambas.

Além disso, as autoridades têm tomado medidas contra várias empresas chinesas de tecnologia, entre as quais o grupo Alibaba, do magnata Jack Ma, mas também a Tencent (dona do WeChat), a Didi (vulgarmente conhecida por “Uber chinesa”) e muitas outras. Estas têm respondido em sentido à mão de ferro do regime de Xi Jinping, aceitando levar a cabo profundas alterações aos seus modelos de negócio.

Fonte: ECO