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UE tenta acordo com Pequim sobre segurança de produtos “Made in China”

UE tenta acordo com Pequim sobre segurança de produtos “Made in China”
Publicado em 18 Novembro, 2020
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Durante a pandemia, verificámos diferentes problemas com mercadorias vindas do estrangeiro, nomeadamente devido à qualidade de certos equipamentos de proteção […], como máscaras, [pelo que] entrei em contacto as autoridades alfandegárias chinesas para haver uma cooperação entre a China e a Europa”, afirmou o comissário europeu da Justiça, Didier Reynders, em entrevista à agência Lusa e três outros meios de comunicação social europeus, em Bruxelas.

Nesta entrevista sobre a “Nova Agenda do Consumidor”, hoje apresentada pela Comissão Europeia, o responsável por esta tutela apontou que a UE também está a “discutir com as autoridades chinesas como é possível detetar fraude e abusos relativamente a certos produtos e de o parar o mais antecipadamente possível”.

E garantiu que Pequim “está aberto a debater isto” e que tem “intenção de avançar” com mudanças nos seus procedimentos.

“Não digo que farão o mesmo que fazemos na Europa, mas há uma intenção de detetar os casos ainda na China e de enviar produtos com melhor qualidade para a UE”, acrescentou Didier Reynders.

Até porque, argumentou, “há interesse do lado chinês de garantir que se está a enviar para a UE produtos cada vez mais seguros”.

A “Nova Agenda do Consumidor”, hoje divulgada, estabelece a visão para a política dos consumidores da UE de 2020 a 2025, visando assegurar maior proteção e salvaguarda dos cidadãos em compras e outro tipo de serviços no espaço comunitário.

Este pacote de medidas tem em conta as lições tiradas da crise da covid-19, que levou ao aumento da fraude e das práticas comerciais abusivas.

Previsto está, então, “um plano de ação com a China para reforçar a cooperação em matéria de segurança dos produtos vendidos ‘online’”, que deverá ser concretizado em 2021.

“Queremos desenvolver uma verdadeira cooperação [com a China] e trocar informação para verificar como é possível assegurar a segurança dos produtos”, insistiu Didier Reynders na entrevista a estes ‘media’ europeus, incluindo a Lusa.

A China é um dos principais parceiros comerciais da UE e também um dos principais mercados eletrónicos fora da Europa.

Em 2019, mais do que metade (64%) dos alertas do sistema de alerta rápido da UE para produtos inseguros (Rapex) diziam respeito a mercadorias fabricadas fora do espaço económico europeu, frequentemente na China.

Nesta “Nova Agenda do Consumidor”, a UE quer também melhorias no mercado europeu, pretendendo criar etiquetas de “informação correta aos consumidores”, apostar no “aumento da vida dos produtos com a inclusão do direito à reparação” e ainda criar incentivos para as empresas trabalharem com materiais mais ‘verdes.

Fonte: Notícias ao Minuto