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China foi o maior motor da recuperação económica global após a crise

China foi o maior motor da recuperação económica global após a crise
Publicado em 31 Julho, 2018
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A China tem sido o principal motor do crescimento económico global, nos últimos anos, e foi o país que deu o maior contributo para a recuperação económico do mundo depois da crise, superando o conjunto de EUA, zona euro e Japão, de acordo com as conclusões do “China Outlook 2018”, da consultora KPMG.

“Nos últimos anos, a China contribuiu com cerca de 30% para o crescimento global, atingindo 31,5% em 2016. Esta é a maior contribuição individual de qualquer país e mais do que a contribuição conjunta dos EUA, da zona do euro e do Japão nesse mesmo ano”, refere a análise. “Isto confirma o papel de liderança da China na economia mundial”.

A China tornou-se um dos principais impulsionadores dos ciclos económicos globais nos últimos anos, sendo que o comércio internacional foi o principal canal para os efeitos de spillover.

O país é o maior exportador mundial e o segundo maior importador desde 2009, segundo dados da Organização Mundial de Comércio. Em 2016, as exportações, as importações e o volume total de comércio da China representaram 13,15%, 9,78% e 11,45% do total global, respetivamente.

Além disso, tanto o investimento direto estrangeiro na China como o investimento direto da China para o estrangeiro têm vindo a aumentar, o que resulta na emergência do financiamento como segundo canal dos efeitos de spillover. Em simultâneo, o Governo chinês tem implementado medidas de abertura bilateral dos mercados de capitais.

China irá dar novo impulso à economia global

“A crescente importância da China na economia mundial e os efeitos colaterais do comércio e das finanças também aumentam o impacto das políticas fiscais, monetárias e macroeconómicas do país sobre a economia mundial em geral”, explica a KPMG, sublinhando que a China está a evoluir “de um ‘receptor’ passivo que é influenciado pelos ciclos económicos globais, para um ‘iniciador’ que influencia como esses mesmos ciclos se desenvolvem”.

Nesse sentido, os analistas da consultora considera que compreender o que está a acontecer na economia chinesa ajuda à tomada de decisões de investimento de empresas estrangeiras na China, bem como empresas chinesas que investem no exterior. “Ao compreender o ‘novo ciclo económico’ da China e aproveitar as oportunidades que surgem, as empresas serão capazes de acompanhar e beneficiar das mudanças na economia global e alcançar um desenvolvimento sustentável a longo prazo”.

“A contínua expansão e transformação da economia chinesa oferecerá às empresas estrangeiras ainda mais oportunidades de investir e participar na construção de um ‘novo normal’”, acrescenta a KPMG, que continua otimista sobre as perspetivas de investimento na China.

Tendo em conta que a China tem dado o maior contributo individual para o crescimento global desde a crise, houve uma relação entre a recuperação global menos rápida e a desaceleração económica do gigante asiático. Em sentido contrário, um novo impulso na China irá beneficiar todo o mundo, segundo o outlook.

“À medida que a economia da China entra num novo ciclo, tem o potencial de tirar a economia mundial do crescimento abaixo do potencial e impulsionar uma recuperação global sustentada. O investimento global, há muito tempo sufocado pela crise de 2008, está a recuperar gradualmente, e uma nova ronda de globalização parece destinada a instalar-se gradualmente. Estes são desenvolvimentos muito favoráveis para os investidores chineses e estrangeiros”, refere.

Jornal Económico