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Covid-19. China confirma tendência de queda de novos casos

Covid-19. China confirma tendência de queda de novos casos
Publicado em 14 Fevereiro, 2020
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As autoridades chinesas de saúde contabilizaram 5.090 novos casos de infeções por Covid-19 esta quinta-feira, elevando o número total para 63.851 casos na China continental. A Comissão Nacional de Saúde acrescentou que foram registadas 121 novas mortes, o que eleva para 1.380 o número de óbitos relacionados com o coronavírus no território continental.

Excluindo a província de Hubei, o epicentro da epidemia, onde no dia anterior se tinham registado quase 10 vezes mais casos e mais do dobro das mortes em 24 horas, esta quinta-feira foi o décimo dia consecutivo em que caiu o número de novos casos confirmados no país.

A alteração dos critérios na avaliação de novos casos provocou um sobressalto geral quando foram revelados os súbitos aumentos naquela província central da China. Os novos critérios de diagnóstico, que só estão a ser usados em Hubei, dão aos médicos maior discricionariedade para determinar que pacientes estão infetados.

Novo protocolo acentua suspeitas de dados oficiais incompletos

Além de ter provocado um aumento dramático no número de mortes e casos, a inclusão de diagnósticos clínicos na contagem parece confirmar suspeitas de que o número real de casos ultrapassa em muito os balanços oficiais das últimas semanas, escreve o jornal “South China Morning Post”.

O novo protocolo de monitorização coincide com a purga de figuras de topo do Partido Comunista em Hubei, onde as autoridades locais se tornaram alvo das críticas dos cidadãos relativamente à resposta do Governo central ao surto.

MNE chinês acredita em “recuperação resiliente do ímpeto económico”

O ministro chinês dos Negócios Estrangeiros, Wang Yi, garante que o efeito do vírus na economia é temporário e que o país tudo fará para minimizar o impacto. Ao lado do seu homólogo alemão, Heiko Maas, numa conferência de imprensa em Berlim, Wang afirmou: “Acredito que, quando a epidemia terminar, o consumo voltará rapidamente aos níveis habituais e o ímpeto económico terá uma recuperação resiliente.”

O chefe da diplomacia chinesa apelou também a esforços conjuntos em todo o mundo para conter o vírus, acrescentando que o seu país impediu, de forma eficiente, que a epidemia se propagasse para outros países.

Em termos globais, o Covid-19 infetou cerca de 65 mil pessoas e espalhou-se a 24 países. Fora da China continental morreram três pessoas: uma nas Filipinas, outra em Hong Kong e uma terceira no Japão.

“Um pouco desapontado com a falta de transparência dos chineses”

Nos EUA, o diretor do Conselho Económico Nacional, Larry Kudlow, afeto à Casa Branca, mostrou-se “um pouco desapontado com a falta de transparência dos chineses”. Estas declarações divergem da posição manifestada, ainda esta quinta-feira, pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, que voltou a elogiar o seu homólogo chinês, Xi Jinping.

“O Presidente Xi assegurou ao Presidente Trump que a China estava a lidar com o assunto de uma forma aberta e que aceitaria a nossa ajuda”, lembrou Kudlow. “Estamos mais do que disponíveis para trabalhar com as Nações Unidas e a Organização Mundial de Saúde nisto e eles [as autoridades chinesas] não nos deixam. Não sei quais são os seus motivos. Sei que aparentemente mais e mais pessoas sofrem por lá. O Politburo está verdadeiramente a ser honesto connosco?”, questionou-se, referindo-se ao comité executivo do Partido Comunista da China.

Fonte: Expresso