UE vai reforçar legislação antidumping contra China

UE vai reforçar legislação antidumping contra China

Os europeus concordaram, nesta terça-feira (3), em reforçar a legislação antidumping da União Europeia, sobretudo a fim de controlar as exportações chinesas de matérias-primas ao bloco por preços mais baratos - ameaçando, assim, acentuar a tensão comercial com Pequim.

"A Europa defende um comércio aberto e justo, mas não somos inocentes. Hoje, reforçamos as regras antidumping", disse o presidente da Comissão Europeia Jean-Claude Juncker, em um comunicado.

As novas medidas não miram "um país em particular", garantiu ele, mas visam "garantir que tenhamos os meios de agir contra a concorrência desleal".

O acordo político alcançado pelos representantes do Parlamento europeu, da presidência temporária da Estônia e da Comissão (o Executivo europeu) vai permitir que a UE cumpra suas obrigações legais internacionais com Pequim.

Quando a China entrou na Organização Mundial de Comércio (OMC), em 2001, ficou acordado que os demais membros poderiam tratá-la, durante 15 anos, como uma "economia de não mercado", o que lhes deu grande marcha de manobra para calcular seus direitos antidumping.

O período acabou em dezembro de 2016, e agora a China é considerada um membro pleno da OMC. Mas Pequim continua a subvencionar, com dinheiro público, alguns setores, como o do aço e do alumínio.

As novas regras antidumping vão permitir que a UE responda a esse dilema, já que elas se aplicam, a princípio, ao conjunto de membros da OMC - mesmo que visem essencialmente, porém não nominalmente, a China.

SWISSINFO

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